Como beiramarense e aveirense não podia ser de outra forma. Não ficava bem comigo mesmo se tivesse ido à Assembleia e não abordasse a expulsão de José Cachide e Artur Filipe de sócios do clube. Pedi esclarecimentos aos Orgãos Sociais sobre a forma como o poderia fazer numa próxima Assembleia e não tive resposta. A verdade é que Nuno Quintaneiro emitiu a sua opinião e explicou-me a razão pela qual não o devo fazer agora. Ok, aceitei a explicação, é mais do que óbvia, agora, a verdade é que ninguém foi capaz de me dizer o que teria que fazer se mantiver o desejo de ver os ex.dirigentes serem expulsos como sócios.
É certo que os responsáveis pela demolição do nosso pavilhão ainda são credores do clube; é verdade que «precisamos deles» para que o PER seja aprovado; agora, não posso é compreender como um presidente tem um discurso tipo «todos erramos», «conheço o Artur Filipe há muitos anos, era me vizinho...» e coisas assim!
Reconheço que poderei ter sido levado pela emoção, e que este não é, de facto, o momento ideal para entrarmos em guerra com as referidas pessoas, mas estas, não podem ser perdoadas! Nunca! E foi isso que quis passar aos sócios. Lamento apenas que muita gente se indigne, que muita gente diga tudo e mais alguma coisa sobre estes indivíduos, mas que depois, no local certo, essas reacções não se tenham sentido. Não. Não quis, nem quero, ser um herói, mas porventura, poderia ter tido outro apoio por parte dos sócios. De resto, e repito, fiquei bem com a minha consciência.



